A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES iniciou um novo ciclo de avaliação para a pós-graduação brasileira, trazendo mudanças importantes no sistema Qualis e nos critérios de avaliação da produção intelectual acadêmica. As novas diretrizes passam a valer no ciclo avaliativo 2025–2028 e impactam diretamente pesquisadores, programas de pós-graduação, autores e editoras acadêmicas.
O que é o Qualis CAPES?
O Qualis é o sistema utilizado pela CAPES para avaliar a qualidade da produção científica vinculada aos programas de mestrado e doutorado no Brasil. Tradicionalmente, o sistema ficou conhecido pela classificação de periódicos científicos em estratos como A1, A2, B1, B2 e assim por diante.
Além dos periódicos, existe também o chamado “Qualis Livros”, responsável pela análise de obras acadêmicas publicadas e utilizadas na avaliação dos programas de pós-graduação.
A principal mudança: o foco deixa de ser o veículo e passa a ser o conteúdo
Uma das alterações mais relevantes anunciadas pela CAPES é a mudança no modelo de avaliação da produção científica. O sistema deixa de concentrar sua análise apenas no prestígio do periódico ou veículo de publicação e passa a avaliar diretamente a qualidade do artigo ou da produção intelectual.
Na prática, isso significa que:
- O impacto científico do conteúdo ganhará mais relevância;
- Critérios qualitativos passam a ter maior peso;
- Indicadores bibliométricos e de relevância social serão considerados;
- A avaliação buscará reduzir distorções causadas pela valorização excessiva do fator de impacto das revistas.
E o Qualis Livros? O que muda?
Embora o Qualis Livros continue existindo como instrumento de avaliação das obras acadêmicas, especialistas apontam que o novo modelo da CAPES tende a ampliar a valorização da relevância intelectual, impacto acadêmico e contribuição científica das obras publicadas.
Os critérios seguem observando aspectos como:
- Conselho editorial qualificado;
- ISBN e normalização editorial;
- Qualidade científica da obra;
- Vinculação à área de pesquisa;
- Relevância para programas de pós-graduação;
- Participação de autores e pesquisadores vinculados à academia.
Outro ponto importante é que a CAPES avalia individualmente cada obra publicada — e não a editora em si. Ou seja, um livro acadêmico poderá alcançar relevância dependendo da sua qualidade científica e aderência à área de avaliação.
O novo ciclo avaliativo 2025–2028
A CAPES também divulgou oficialmente as diretrizes para o novo ciclo avaliativo da pós-graduação brasileira, reforçando princípios como:
- Transparência;
- Impacto social;
- Internacionalização;
- Inovação;
- Produção científica qualificada;
- Avaliação multidimensional dos programas.
O objetivo é tornar a avaliação mais equilibrada e alinhada às transformações da ciência contemporânea.
O que isso significa para autores e pesquisadores?
As novas regras representam uma mudança importante na cultura acadêmica brasileira. Mais do que publicar em um veículo reconhecido, será essencial produzir conteúdos com relevância científica, impacto real e contribuição efetiva para a área de conhecimento.
Para autores de livros acadêmicos, isso abre espaço para obras mais consistentes, interdisciplinares e alinhadas às demandas contemporâneas da pesquisa científica.
O papel das editoras acadêmicas nesse novo cenário
Nesse contexto, editoras comprometidas com qualidade editorial, revisão técnica, normalização acadêmica e divulgação científica passam a ter um papel ainda mais estratégico.
A Editora Opportuna acredita que a produção científica deve ir além da publicação: ela precisa gerar impacto, circulação de conhecimento e fortalecimento da trajetória acadêmica de seus autores.
Publicar um livro acadêmico hoje é também construir autoridade científica, ampliar visibilidade e contribuir para o desenvolvimento da pesquisa no Brasil.
Referências
- CAPES — Diretrizes do ciclo avaliativo 2025–2028.
- CAPES — Nova classificação da produção intelectual.
- Documentos e análises sobre Qualis Livros e avaliação acadêmica.